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Capacidade Institucional e boa Governação


OS DIRIGENTES ANGOLANOS SABEM COMO CONDUZIR O PAÍS

José Ribeiro – (04/02/12)

Os dirigentes angolanos sabem como conduzir os destinos do país. Após a Independência Nacional, foram feitas opções sob o ponto de vista político e social. O Mundo estava então dividido em blocos.

Angola optou, na altura, pelo não-alinhamento e privilegiou relações com os povos e Estados que apoiaram a luta contra a dominação estrangeira. Muitos países criticaram essas opções. Os dirigentes angolanos decidiram, com determinação, traçar um rumo e segui-lo sem vacilações. Nada mais queriam do que proporcionar aos angolanos uma vida de dignidade e felicidade.

Hoje, o regime tem outro rosto. Mas, no essencial, persegue os mesmos fins e traçou os mesmos objectivos: levar a todos os angolanos paz, prosperidade e bem-estar.

O Presidente José Eduardo dos Santos disse, recentemente, aos diplomatas estrageiros, algo que é importante analisar: o capitalismo em Angola está “articulado com uma adequada política de justiça social”. Em linguagem jornalística, o capitalismo em Angola tem “rosto humano”.

Esta declaração é tanto mais importante quanto mais se assiste hoje a um questionamento dos sistemas sociais e políticos. O compromisso assumido por José Eduardo dos Santos faz toda a diferença, no momento em que se assiste uma interessante discussão sobre o rumo a seguir depois da hecatombe de Wall Street, em 2008. Os resultados dessa catástrofe estão à vista na Zona Euro, onde o desemprego atinge números alarmantes e as bolsas de pobreza alastram mesmo aos países mais desenvolvidos. O sistema está bloqueado nas dívidas públicas e as conquistas sociais e os direitos humanos são atacados no coração da democracia.

Ante as tragédias humanas que assolam a Europa, os EUA e os países mais desenvolvidos, José Eduardo dos Santos sentiu necessidade de dizer aos angolanos que o Executivo evita soluções que afectem as populações e prefere seguir por um capitalismo com justiça social. E esta semana o Presidente veio acrescentar que a iniciativa privada tem um papel de grande responsabilidade na execução dessa política de rosto humano.

Nos últimos quatro anos, o Executivo fez investimentos gigantescos no sector social. Construiu e reconstruiu estradas, caminhos-de-ferro, pontes, aeroportos, habitações aos milhares.

O ciclo dos grandes investimentos públicos está praticamente em velocidade cruzeiro. O essencial foi feito. Agora é só lançar projectos nas zonas mais deprimidas economicamente ou afectadas pela desertificação humana. Angola tem as infra-estruturas básicas que vão permitir o crescimento económico acelerado, a criação de riqueza e de postos de trabalho.

A inflação, no ano passado, caiu para 11 por cento e este ano o FMI prevê uma inflação de apenas um dígito. São sucessos extraordinários de um regime com rosto humano e que aposta tudo no combate à pobreza.

Este foi o momento escolhido por José Eduardo dos Santos para se encontrar com os empresários nacionais. Em primeiro lugar, para lhes dizer que os sucessos políticos e económicos registados, até agora, também se devem à sua acção e coragem, ao longo das últimas décadas. Mas, sobretudo, para anunciar um novo paradigma.

Depois dos grandes investimentos públicos, o Executivo vai, a partir de agora, criar condições para que a iniciativa privada seja o motor da economia nacional.

O rosto humano do nosso regime é conhecido por todos e ninguém duvida da sua honestidade. É tempo de investir naqueles que nas micro, pequenas e médias empresas criam riqueza e postos de trabalho. O Estado, a partir de agora, vai reforçar os mecanismos legais, fiscais e financeiros para que os empresários nacionais ganhem protagonismo e aproveitem o caminho aberto na economia pelos investimentos públicos.

Quando as coisas são feitas no devido tempo, normalmente dão bons frutos. O anúncio de José Eduardo dos Santos, durante o encontro com os empresários, garante aos angolanos que o Estado continua a investir no sector social, sobretudo na saúde, educação e emprego, mas ao mesmo tempo criar as condições ideais para que a iniciativa privada prospere.

 

 
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